quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ragu de lentilhas e cogumelos shitake

Ragu de lentilhas e cogumelos shitake

Ingredientes:
  • 50 g de cebola, cortadas em cubinhos
  • 50 g de cenouras, cortadas em cubinhos
  • 150 g de manteiga
  • 100 g de lentilhas, lavadas e escorridas
  • 200 g cogumelos shitake
  • 400 ml de água
  • 1 ramo de tomilho
  • 30 g de salsa picada
  • sal e pimenta do reino
  • 150 g de mostarda Dijon
Preparo:
  1. Em uma panela pequena, aqueça a manteiga e nela refogue as cebolas e cenouras durante 2 a 3 minutos, ou até as cebolas ficarem transparentes.
  2. Junte as lentilhas, o tomilho e a água.
  3. Cozinhe em fogo lento durante 30 a 40 minutos ou até ficarem tenras.
  4. Tempere com mostarda, sal e pimenta-do-reino.
  5. Adicione a salsa picada.
  6. Em panela separada, refogue os cogumelos shitake em manteiga e junte às lentilhas.
Nota: Poderá usar as aparas dos cogumelos para caldo e nele cozinhar as lentilhas.

Aula: Anthony Flory
Chef do The Culinary Institute of America / SENAC

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Discos de sablée com mel de lavanda

Discos de sablée com mel de lavanda e damascos, marmorizados de chocolates

Ingredientes:
  • 150 g de manteiga
  • 90 g de açúcar de confeiteiro
  • 1 ovo pequeno, ligeiramente batido
  • 250 g de farinha de trigo
  • 1 colher (chá) de canela em pó
Preparo:
  1. Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme claro e misture o ovo.
  2. Peneire o açúcar com a canela e incorpore à massa, misturando até ficar homogênia.
  3. Embrulhe em filme plástico e leve`a geladeira durante uns 30 minutos.
  4. Abra a massa na espessura de 2 a 3 mm e corte 24 discos de 8 cm de diâmetro.
  5. disponha em assadeira untada e leve ao forno preaquecido moderado-fraco (170ºC) durante aproximadamente 15 minutos ou até ficarem assados e dourados.
  6. leve a esfriar sobre a grade.
Para o creme chantilly
  •  250 ml de creme de leite espesso e bem gelado
  • 30 a 40 g de açúcar de confeiteiro
  • 1/4 colher (chá) de extrato de baunilha natural (opcional)
Preparo:
  1. Bata o creme de leite com açúcar até obter picos macios.
  2. Se desejar, misture o extrato de baunilha.
  3. Utilize imediatamente.
Para o damasco:
  • 250 g de damasco doces
  • 250 g de açúcar
  • 250 g ml de água
Preparo:
  1. Numa panela, leve a água ferver com açúcar e cozinhe os damascos rapidamente, para ficarem pochés.
  2. Retire e reserve.
Para a calda de mel e lavanda:
  • 100 g de açúcar
  • 250 g de água
  • Suco de 1/2 limão 75 g de mel comum, transparente ou mel de lavanda
Preparo:
  1. Leve o açúcar, a água e o mel a uma panela e mexa sobre fogo lento até o açúcar dissolver por completo.
  2. Junte os damascos, que devem ficar cobertos pela calda, e o suco de limão.
  3. Termine o cozimento em fogo bem lento, virando-os ocasionalmente para cozinhar por igual.
  4. Escorra a fruta e deixe o liquido reduzir até obter uma calda mais espessa.
Para o chocolate:
  • 50 g de chocolate meio-amargo
  • 50 g de chocolate branco
Preparo:
  1. Derreta o chocolate em separado.
  2. transfira o chocolate branco para uma tigela e, com uma colher de chá, junte em gotas o chocolate meio-amargo.
  3. Não misture.
  4. Abra a folha de acetato sobre uma superficie fria e despeje o chocolate sem maiores cuidados, permitindo que as cores se misturem um pouco.
  5.  Espalhe o chocolate com uma espátula.
  6. Mantendo a espátula bem baixa e paralela ao tempo, mexa para criar o marmorizado.
  7. Leve à geladeira para consolidar.
Montagem dos discos:

Ingredientes para montar
  • damasco
  • canela em pau
  • folhas de lavanda
  1. Disponha os damascos sobre 8 discos de massa, num total aproximado de 260 g;
  2. Cubra com mais 8 discos, cobrindo-os com as rosetas de creme chantilly, utilizando o bico confeitar:
  3. ponha 8 discos sobre o chocolate marmorizado e corte com a faca 8 discos de chocolate. "Cole" os discos de massa  e de chocolate com um pouco de chocolate derretido;
  4. Junte então os discos com fruta, creme e chocolate, formando 3 camadas.
  5. Disponha os discos ja montados no centro dos pratos de serviço e espalhe a calda aromatizada ao redor.
  6. Decore com damascos, pedaços de canela em pau e folhas frescas de lavanda. 
Aula: Bruno Neveu
Chef-pâtissier da escola Le Cordon Bleu Paris


terça-feira, 25 de maio de 2010

Filé mingnon em massa folhada

Filé mingnon em massa folhada poivré, molho de vinho do Porto, cogumelos Selvagens, aipo-rábano e peras gratinadas

Rendimento: 4 porções

Ingredientes:
  • 250 g de foie gras ou mousse de foie gras
  • 1 kg de filé mingnon
  • aparas de carne magra
  • óleo
  • sal e pimenta-do-reino "mingnonette"
  • 500 g de massa folhada
  • 1 ovo para dourar a massa
Para o molho:
  • aparas de filé mingnon
  • 150 g de mirepoix (cenoura, cebola, échalote, salsão branco alho)
  • 200 ml de vinho do porto
  • água
  • caldo de vitela (receita adcional)
  • sal
  • roux (manteiga e farinha de trigo)
Para guarnição:
  • 300 g de aipo-rábano
  • 2 peras pequenas e maduras
  • 30 g de manteiga
  • suco de 1/2 limão
  • 100 ml de creme de leite liquido (fresco)
  • 30 g de queijo parmesão ou gruyère, ralado fino 
  • sal
  • 200 g de cogumelos selvagens: morilles, girolles
Para decoração:
  • galhos de agrião
Preparo:
  1. limpe o filé e amarre-o com barbante.
  2. Em uma assadeira ou panela adequada, leve o óleo a aquecer e nele doure o filé, o mirepoix e as aparas para terminar o cozimento, durante 15 minutos aproximadamente.
  3. É conveniente deixar a carne bem malpassada.
  4. Deixe esfriar e reserve. Não lave a panela.
Preparo da guarnição:
  1. Corte o aipo-rábano em cubinhos e cozinhe em água com limão. Reseve
  2. Corte as peras em cubos e refogue em manteiga. Reserve
  3. Refogue os cogumelos selvagens e reserve.
Montagem:
  1. Abra a massa folhada, salpique com pimenta-do-reino e pincele com o ovo, ligeiramente batido.
  2. Ponha o foie gras no centro da carne e feche com a massa folhada.
  3. Pincele com um ovo e leve ao forno preaquecido, forte (220ºC) durante 10 minutos.
  4. Abaixe a temperatura para 180ºC e deixe assar mais 15 minutos.
  5. Retire do forno quando a massa estiver assada e dourada.
Preparo do molho:
  1. Na panela reservada, faça o molho com as aparas e o mirepoix.
  2. Faça a deglaçagem com o vinho do Porto e deixe reduzir.
  3. Adicione água, deixe ferver e reduzir.
  4. Misture o aipo-rábano e as peras com o creme de leite e deixe reduzir bem.
  5. Disponha em aros bem untados de manteiga, cubra com pouco de creme e o queijo ralasdo e leve ao forno preaquecido, muito forte, para gratinar.
Apresentação:

Em um prato de serviço aquecido, disponha uma fatia da carne e o molho peinerado e quente, adicionado dos cogumelos. Guarneça com raminho de agrião.

Aula: Patrick Terrien
Chef Le Cordon Bleu Paris

Lagosta assada com erva-doce em copota, molho agridoce

Lagosta assada com erva-doce em copota, molho agridoce
Rendimento: 4 porções

Ingredientes
  • 2 Lagostas vivas, de 600g cada
  • 100 ml de azeite
  • Sal e pimenta-do-reino moida na hora
Para a guarnição
  • 2 ervas-doces de tamanho médio (ou 8 mini)
  • Azeite
  • Sal e açúcar
  • Suco de laranjas
Para molho:
  • 100 ml de suco de laranjas
  • 100 ml de suco de grapefruit
  • 30 ml suco de limão
  • "glace" de vitelo (receita adicional)
  • Vinagre de cidra (opcional)
Para a decoração e finalização (folhas de erva-doce em tempura):
  • 50 g de farinha de trigo
  • 50 g de maisena
  • 1 1/2 de colheres (chá) de fermento em pó
  • 1 ovo
  • 200 ml de água gelada
Preparo da tempura:
  1. misture os ingredientes secos.
  2. Bata o ovo com a água e misture-o aos ingredientes secos para obter uma massa homogênea.
  3. Em água com sal e um pouco de açúcar, branqueie a erva-doce.
  4. Escorra e reserve o liquido.
  5. Em fogo lento, cozinhe-as em azeite, água e suco de laranja. reserve
  6. No liquido de cozimento da erva-doce, branqueie as lagostas vivas.
  7. Retire as carapaças, separe as partes cremosas, o coral a carne e a parte interior. Reserve. 
  8. Prepare o tempura das folhas de erva-doce. Reserve.
  9. Tempere as lagostas e refogue rapidamente em azeite.
  10. Leve-as ao forno pre-aquecido apenas para terminar o cozimento.
  11. Prepare o molho com o suco das frutas citricas e as partes interiores da lagostas.
  12. junte o vinagre e deixe reduzir.
  13. Retifique o tempero e adicione o "glace" de vitela.
  14. Sobre os pratos de serviço, disponha a lagosta, por cima a tempurade folhas e o molho ao redor.
Aula: Patrick Terrien
Chef Le Cordon Bleu Paris

Caldos básicos

Caldo de Vegetais (jus de Legumes)
Rendimento 1 1/2 litros, aproximadamente

Ingredientes:
  • 450g dos seguinte legumes:
  • cebola
  • cenoura
  • salsão branco alho-poró
  • bouquet garni: tomilho,louro e salsa
  • champignons
  • 2 litros de água fria
Preparo:
  1. Em uma panela, leva a ferver os legumes picados, o bouquet garni e a água. Cozinhe em fogo lento durante 1 (uma) hora.
  2. Com uma concha, despeje o caldo sobre uma peneira fina e pressione bem para extrair todo o liquido.
  3. Depois de frio, poderá ser conservado em geladeira pelo prazo máximo de 3 dias ou 1 mês no congelador.

Fumet de Peixe
Rerndimento: 1 litro, aproximadamente
  • 1 kg de espinhas de peixe branco (linguado, etc)
  • 3 échalotes ou cebolas rochas
  • 80 g de cebolas
  • 50 g de champignons cortados em lâminas finas
  • bouquet garni: tomilho,louro e salsa
  • 10 grãos de pimenta branca (reino)
  • 30 g de manteiga (opcional)
  • 150 ml de vinho branco seco
  • 1/2 litro de água
Preparo:
Há duas formas:
  1. Leve aa espinhas e os legumes a "suar" na manteiga e adicione os liquidos.
  2. leve todos os ingredientes a cozinhar com a águaa e o vinho branco seco.
O tempo de cozimento é de 30 minutos.
Retire a espuma que se formar e coe.


Caldo de Vitela
Rendimento 1 1/2 litros, aproximadamente

Ingredientes:
  • 2 kg de ossos de vitela, cortados em pedaços bem pequenos
  • 100 g  de cebola
  • 50 g de cenoura
  • 1 alho poró
  • 3 dentes de alho
  • 3 tomates
  • 2 colheres d(sopa) de extrato de tomates
  • bouquet garni: tomilho,louro e salsa
  • 3 litros de água
  • 2 cravos-da-índia
  • 20 grãos de pimenta preta (reino)
Preparo:
  1. Leve os ossos, cebolas e cenouras ao forno preaquecido, forte (200º C) para dourarem muito bem.
  2. Transfira tudo para uma panela grande, junte o restante dos ingredientes e deixe cozinhar em fogo lento, retirando ocasionalmente a espuma que se formar.
  3. Depois coe e desengordure o caldo.

Caldo de Frango
Rendimento: 1 1/2 litros, aproximadamente

Ingredientes:
  • 750 g de ossos e carcaça de frango
  • 500 g de cebola, salsão, cenoura picados grosso
  • 1 cravo-da-índia
  • bouquet garni: tomilho,louro e salsa
  • 2 dentes de alho picados (opcional)
  • 6 grãos de pimenta preta (reino)
  • 1 1/2 litro de água
Preparo:
  1. Escalde os ossos e as carcaças, escorra e lave
  2. Leve a ferver com os restantes dos ingredientes.
  3. Cozinhe em fogo lento durante 2 a 3 horas e retire ocasionalmente a espuma e a gordura que se formar na superficie.
  4. Coe o caldo, pressionando com a concha para extrair todo o liquido.
  5. Para retirar a gordura, deixe o caldo na geladeira durante 12 horas.
  6. Retire a gordura solidificada.
Aula: Patrick Terrien
Chef - Le Cordon Bleu Paris

Crêpes Suzete au Cointreau

O crêpe Suzette é uma sobremesa da cozinha tradicional francesa.
Diz-se que os crêpes Suzette foram confeccionados pela primeira vez por Auguste Escoffier, em honra ao rei Eduardo VII da Inglaterra e que este terá batizado com o nome da jovem vendedora de violetas que dele se aproximou.

O criador do exato dos crêpes suzette é amplamente debatido entre os historiadores de alimentos. Henri Carpentier, o chef da família Rockfeller no início de 1900, afirmou ter inventado o prato e 1895. Na bretanha, eles se tornaram parte da vida cotidiana no século 19. 

O crêpe Suzette é uma maneira de cozinhar os crêpes que consiste em barrá-los com uma manteiga perfumada com um sumo e raspas  de tangerina e licor de laranja amarga, dobrá-los e quatro, regá-los depois com uma mistura de licores e servilos em chama.

Ingredientes para os crêpes
  • 2 xícaras de (chá) de leite
  • 1 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo peinerada
  • 3 ovos
  • 1 colher de (sopa) de maragarina
  • 1/2 colher de (chá) de sal
Ingredientes para o recheio
  • 3/4 de xícara (chá) de manteiga amolecida
  • 1/2 xícara (chá) de açúcar
  • 1/3 de xícara  (chá) de licor de laranja (Cointreau, Grand Marnier, Curaçau)
  • 1 colher (sopa) de casca de laranja ralada
Ingredientes para o molho
  • 1/4 de xícara (chá) de manteiga
  • Suco de 2 laranjas
  • 1 colher de (sopa) de casca de laranja ralada
  • 1/2 xícara (chá) de licor de laranja
  • Gomos de 2 laranjas, sem pele e sem sementes
Prepar da massa
  1. Colocar os ingredientes no liquidificador e bater por 5 minutos. Deixar a massa descansar na geladeira por 15 minutos
  2. Em uma frigideira pequena antiaderente ou em uma panquequeira, levemente untada com óleo ou manteiga, derramar 1 concha pequena de massa.
  3. Girar a frigideira, devagar, até a massa se espalhar por igual. Quando a panquca corar, virar para dourar do outro lado.
  4. Retirar da frigideira e reservar.
  5. repetira a operação até terminar o restante da massa.
Prepara do recheio
  1. Manteiga de laranja: Misturar a manteiga com açúcar e bater na batedeira, até obter um creme liso. Juntar o licor e a casca de laranja e mistura bem.
  2. Colocar uma colher de (chá) de recheio em cada crêpe. Dobrar ao meio e depois novamente ao meio, formando um triangulo.
Preparo do molho de laranja

1 - Em uma panela média, derreter a manteiga com o açúcar, a casca e o suco de laranja.
2 - Cozinhar em fogo baixo por 10 minutos, mexendo de vez em quando.
3 - Acrescentar o licor e os gomos de laranja.

Montagem das crêpes Suzettes

1 - Na frigideira de servir, colocar o molho e depois os gomos de laranja. Por cima, dispor dos crêpes.

2 - No momento sd servir, acender o rechaud e flambar as crêpes com 1/2 xícara de (chá) de  brandy ou conhaque.

Os Crêpes Suzettes podem ser servidos com sorvetes de creme.

Fonte: Wikipédia e In Cocina

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A História da Feijoada Brasileira


A Feijoada Brasileira foi criada pelo desespero de quem não tinha o que comer: Os escravos negros da desumana época colonial brasileira. Os senhores donos de Terras rurais abatiam porcos adultos e utilizavam na casa grande da fazenda somente as partes nobres deste animal que eram os pernis e o lombinho. O restante, focinho e orelha, bucho, tripas, toucinho, costelas, pé, rabo, língua, fígado, coração, espinhaço, traquéia, eram entregues aos pretos escravos para que com eles fizessem as suas refeições. Os quatro últimos produtos, juntamente com o sangue dos suínos eram reservados à preparação do gostoso e procurado “Picadinho de Porco” que é uma outra história. Os negros salgavam as carnes, defumavam o toucinho em pequenos quartinhos no terreiro da senzala e, junto com as aparas gordas de carnes bovinas e após encher as tripas fazendo-as lingüiças cozinhavam estas carnes dessalgadas com feijão preto, na época em grande produção nos serviços da agricultura. Esse cozido cheirava e muito bem, a centenas e centenas de metros de distância e atraia à humilde senzala os filhos de patrões e os pseudos nobres da comunidade. Estava criada a “Feijoada da Senzala”, o primeiro prato da cozinha brasileira e um dos dez mais importantes do mundo. A verdadeira feijoada brasileira contém dez tipos de carnes diferentes que são: charque, carne de sol de Segunda, lingüiça de porco, língua de porco, língua de vaca, rabinho, focinho-orelha, costelinha de porco, pé de porco, barrigada de porco defumada. Para se preparar uma feijoada autêntica deve-se por de molho na água de torneira por 8 horas seguidas, as carnes salgadas, que são todas citadas menos a barrigada de porco, o focinho-orelha e a lingüiça de porco que são defumadas. De duas em duas horas se troca totalmente a água das carnes salgada. O feijão preto é posto igualmente de molho por oito horas só que, não se troca a água do feijão. Ao final da oito horas o feijão preto surge com algumas pintas branquinhas a flor da água. São impurezas do feijão que devem ser retiradas cuidadosamente com a concha pequena. Não se ferventa carnes salgadas para preparar a verdadeira feijoada brasileira. Ao termino de oito horas coloca-se a cozinhar as carnes dessalgadas, o feijão preto com a própria água, o louro, uma dose de cachaça para cada dez porções e tampa-se a panela do cozimento. Quando levantar fervura acrescentar os defumados e baixar o fogo, trabalhando então com a panela destampada. Quando as carnes mais frágeis começarem a cozinhar bem devemos retira-las com uma espumadeira a fim de que as mesmas não se quebrem. Quando todas as carnes forem retiradas do cozimento, devemos fazer um refogado forte, a base de pouco óleo de soja bastante cebola, pimentão, alho e coentro picadinhos polvilhados com pimenta do reino moída na hora. Jogamos este refogado dentro do feijão fervendo, e voltamos as carnes agora já cortadas para dentro da panela onde está o feijão preto. O cálculo para as carnes da feijoada é de 0,1 kg por pessoa, tendo em vista que carnes como pé, costelinha, rabinho dão uma quebra de mais de 70% e as pessoas nem sempre comem todas as carnes da feijoada. O cálculo para o feijão preto é de 200 g por pessoa e o do arroz é de 100 g. acompanham a nossa maravilhosa feijoada as seguintes guarnições: Arroz branco, couve refogada com torresminhos, caldinho da feijoada, molho da feijoada, farinha de mandioca branca, farinha de mandioca torrada, laranja picada, abacaxi picado, torresminhos bem fritos e pimenta malagueta separada. Este prato deve ser servido quentíssimo em panelas de barro. Nada que é nobre como bistequinha de porco, lombinho de porco, se enquadra dentro da feitura de nossa humilde feijoada. Ela é um prato preparado essencialmente com produtos de aproveitamentos.

Felicidades leitor na preparação de sua feijoada da senzala.



Maitre Heleno Araújo

domingo, 9 de maio de 2010

Os Maiores Chefs da História são Franceses

GUILLAUME TIREL (TAILLEVENT)


Vamos começar uma pequena viagem pela história, conhecendo minimamente alguns dos maiores chefs de cozinha de todos os tempos na história. Cada qual, na sua época revolucionando à sua maneira o modo de pensar e fazer cozinha.

A partir do trabalho executado por esses "oito grandes", alicerça-se toda a culinária moderna. Não é exagero dizer que, se algum deles não tivesse existido, alguma coisa seria muito diferente hoje.

Nascido na França, em 1310, Taillevent trabalhou para Phillipe de Valois, o futuro rei Carlos V. Foi autor do primeiro tratado de culinária em língua francesa, o Le Viandier. Mais que publicar receitas escreveu sobre ingredientes, sobretudo carnes. Adepto de assados e molhos ultra temperados, que se sobrepunham ao sabor do ingrediente principal. O grande nariz lhe rendeu o apelido de Taillavent (quebra-vento). Guillaume Tirel faleceu em 1395.

FRANÇOIS PIERRE LA VERENE

François Pierre La Varenne nasceu em 1618, na França, onde foi cozinheiro do Marquês de Duxelles. No livro "Le Cuisinier François", de 1651, rompeu com o jeito medieval de cozinhar, condenando o uso exagerado de temperos, o que omitia o sabor verdadeiro dos alimentos. Inventou o molho Béchamel e o doce Mil-Folhas.

Antes de La Varenne, ovos não tinham lugar nas cozinhas de classe. Foi seu livro de receitas com 60 pratos à base de ovos, que deu a eles um lugar de destaque na gastronomia. Faleceu em 1678.

FRITZ KARL VATEL

O universo deve o creme a um doido fantástico, Fritz Carl Vatel (1635-1671). Um doido que morreu cedo, aos 36 anos de idade. Aliás, um doido que se suicidou a fim de não se desonrar. Um empregado de salão, rigorosamente suíço, Vatel provocou a atenção dos senhores da casa palacial de Chantilly e, jovem ainda, pelo seu charme e pela sua competência, ficou famoso nas cortes da França.

Impossível desvendar se a preciosidade aconteceu propositadamente ou acidentalmente. Verdade que o leite da região de Chantilly, onde Vatel se alojou aos 27 anos de vida , era mais gorduroso e , por isso mesmo, mais apropriado à bateção que o transformaria numa pasta vaporosa e densa. Melhor: depois das suas experiências iniciais, ao resultado da sua combinação, Vatel adicionou açúcar. Maravilha. Imbatível maravilha, o creme Chantilly.

Fritz Vatel nasceu na Suiça em 1631 e viveu na França, onde ficou famoso por sua excentricidade, que para muitos beirava à loucura. O mundo deve a ele a invenção do creme Chantilly, quando era organizador de festas no castelo de mesmo nome.

Charmoso e competente conquistou as cortes francesas. Obcecado, prezava perfeição acima de tudo. Aos 36 anos, em 1671, não suportou a notícia de que peixes encomendados para uma festa não chegariam e suicidou-se. Os peixes foram entregues.

MARIE-ANTOINE CARÊME

Filho de pais indigentes, Carême nasceu na França em 1784 e em Paris foi abandonado no auge da Revolução Francesa, em 1792. Em 1798, tornou-se aprendiz de Sylvain Bailly, um famoso patissieur, proprietário de uma loja próxima ao palácio real. Bailly logo reconheceu seu talento e ambição. Trabalhou para Talleyrant, diplomata de Napoleão, Príncipe George IV, da Inglaterra, o Czar Alexandre I e o banqueiro James Mayer Rothschild.

Tido como "Chef dos Reis e Rei dos Chefs", é o criador da alta gastronomia. Lançou o uso de vegetais frescos, simplificou as receitas e criou pratos famosos, como o suflê. Fazia esculturas de pães, inspirados em antigos tratados de arquitetura, como pirâmides e templos.

Inventou o toque, chapéu comprido utilizado pelos chefs até os dias de hoje. Morreu em 1833.

GEORGES AUGUSTE ESCOFFIER

Nascido na França, em 1846, num pequeno vilarejo próximo a Nice. Talvez tenha sido o maior de todos os chefs, não apenas por apresentar pratos sem artificialismos e bem apresentados, mas por criar a rígida hierarquia que ainda funciona dentro das cozinhas modernas.

Trabalhou para o hoteleiro Cásar Ritz. Participou da guerra entre França e Prússia, atinando para a necessidade, àquela época de se enlatar carnes.

Aboliu a decoração exótica de Caremê.

Escoffier morreu aos 89 anos, em 1935. Seu nome até hoje é sonônimo da moderna cozinha.

Foi chamado de Escoffier "Chefs da Imperador" e "O Imperador do Mundo da Cozinha o" Pelo Imperador Guilherme II da Alemanha. Ele modernizou e codificou uma haute cuisine Elaborado Criado Por Marie-Antoine Carême , E desenvolveu uma "Brigada de Cozinha", Sistema de Cozinha da Organização.

FERNAND POINT

Chef francês nascido Louhans 1897; Mestre de la cuisine grande e "Pai da Novelle Cuisine". Fernand Point foi um dos maiores chefs que já viveu. Seus ensinamentos culinários e orientação deixou um legado de chefs renomados do mundo que carregam a tocha. Eles incluem Paul Bocuse, Alain Chapel, François Bise, Louis Outhier, e Jean e Pierre Froisgros. Chef Pontos liderança e reputação como um turco, jovem ajudou a estabelecer Restaurante de la Pyramide como uma meca gastronômica internacional, que abriu a 26 anos de idade. Seu restaurante tem o nome de uma vizinha Roman Pyramid que marcou a volta de uma pista de corridas de bigas. Ele é mais lembrado por sua filosofia culinária, a generosidade que ele mostrou para seus funcionários e do público, alimentando as pessoas mais do que nunca vou esperar e tornando-se um modo de vida. Ele também era um crente muito forte.

Fernand Poit talvez seja a figura mais enigmática da gastronomia moderna. Pouco se sabe sobre ele, se comparado a outros expoentes. Talvez porque tenha trabalhado a vida toda no seu próprio restaurante, o La Pyramide, em Vienne, perto de Lyon. Jamais publicou um livro, mas foi mentor de grandes nomes da gastronomia moderna. Defendia o uso de ingredientes frescos, preparados no último momento. Não admitia que os pratos ficassem prontos de um dia para o outro.

Sua cozinha é a do foie-gras, das trufas, dos frutos do mar, da cozinha regional elevada a um grau de sofisticação transcedental.

E também da cozinha simples. É atribuída a ele a seguinte frase: "O sucesso é a soma de pequenas coisas feitas ao ponto". (1897-1955).

PAUL BOCUSE

Paul Bocuse vive atualmente em Lyon, na França, e tornou-se uma lenda no mundo da gastronomia, criando a nouvelle cuisine. Uma cozinha moderna, com raízes na culinária regional.

Sua culinária valoriza o sabor natural dos alimentos. Além de um reconhecido chef, é um grande empresário que comanda mais de uma dezena de restaurantes pelo mundo. Criou as receitas servidas em porções minúsculas, apresentadas como pequenas jóias.

Bocuse é um dos chefs mais importantes associados à nouvelle cuisine, que é menos opulento e calórico do que a tradicional clássica cozinha, e salienta a importância de ingredientes frescos e de alta qualidade.
Paul Bocuse alegou que Henri Gault usado pela primeira vez a nouvelle, cozinha prazo, para descrever a comida preparada por Bocuse e outros chefs para o primeiro vôo do Concorde avião em 1969. Em 1975, ele criou o mundo soupe aux truffes famoso ( trufa de sopa) para um jantar presidencial no Palácio do Eliseu . Desde então, a sopa foi servido no restaurante do Bocuse perto de Lyon como Soupe VGE, VGE sendo as iniciais do ex-presidente da França Valéry Giscard d'Estaing .

Contribuição para a gastronomia francesa

Bocuse tem feito muitas contribuições para a gastronomia francesa quer direta quer indiretamente. Bocuse teve muitos estudantes, muitos dos quais se tornaram famosos chef. Um de seus alunos era austríaco Witzigmann Eckart, um dos quatro Chef do século e o primeiro de língua alemã e os não francófonos chef terceiro país a receber três estrelas Michelin . Desde 1977, o Bocuse d'Or tem sido considerado como o mais prestigioso prêmio de chefs do mundo (pelo menos quando o alimento é considerado francês), e às vezes é visto como o campeonato do mundo oficioso para chefs. Paul Bocuse recebeu inúmeros prêmios durante sua carreira, incluindo a medalha de Comendadora de la Légion d'honneur .

ALAIN DUCASSE

Alain Ducasse (b. 13 de setembro de 1956 em uma fazenda em Castel-Sarrazin no sudoeste da França ) é um Monégasque chef . Ele anteriormente detidas francês nacionalidade. Ele explora uma série de restaurantes, como Alain Ducasse no The Dorchester, que possui três estrelas (o topo do ranking) no Guia Michelin.

Em 1972, quando ele tinha dezesseis anos, Ducasse começou um estágio no restaurante Pavillon Landais em Soustons e no Bordeaux hotel escola. Após esse aprendizado, ele começou a trabalhar em Michel Guérard s restaurante 'em Eugénie-les-Bains , enquanto também trabalhava para Gaston Lenôtre durante os meses de verão. Em 1977, Ducasse começou a trabalhar como assistente no Moulin de Mougins sob lendário chef Roger Vergé , criador da Cuisine du Soleil, e aprendeu a Provençal métodos de cozimento para que mais tarde ficou conhecido.

A primeira posição do Ducasse como chef veio em 1980 quando ele assumiu a cozinha do L'Amandier em Eugène Mougin . Um ano depois, ele assumiu o cargo de chefe de cozinha em La Terrasse no Hotel Juana , em Juan-les-Pins . Em 1984, ele foi premiado com duas estrelas no Guia Michelin Red Guide . Nesse mesmo ano, Ducasse foi o único sobrevivente de um Learjet acidente que quase tirou sua vida.

Carreira como chef

Em 1987, Ducasse foi oferecido a posição Chef no Hotel de Paris em Monte Carlo , com gestão, incluindo o hotel Le Louis XV. Depois de assegurar-se que outras operações do restaurante do hotel, estavam operando bem, Ducasse continuou a correr de gestão.

Em 1988, Ducasse expandiu para além do sector da restauração e abriu La Bastide de Moustiers, um quarto de doze inn país em Provence e ele começou a atingir os interesses financeiros em hotéis Provence outros. Em 12 de Agosto de 1996, o restaurante de Alain Ducasse abriu em Le Parc - Sofitel Demeure Hotéis no XVIe arrondissement (distrito 16), de Paris, França . O Guia Vermelho recebeu o restaurante três estrelas apenas oito meses após a abertura.

Ducasse veio para o Estados Unidos e em junho de 2000 abriu o restaurante de Alain Ducasse em Nova York 's Essex House Hotel a 160 Central Park South, recebendo o Guia Vermelho é três estrelas, em Dezembro de 2001. Esse restaurante fechado em 2007. No início de 2008, Ducasse abriu Adour, no St. Regis Hotel, a 16 K Street e em Washington, DC, e também abriu um mais casual Bistro Benoit de Nova York, em 60 55th Street West.

Reconhecimento

Ducasse foi o primeiro chef de restaurantes próprios levando três estrelas Michelin em três cidades. O restaurante de New York foi retirada em 2007 do Guia Michelin, porque o restaurante estava programado para fechar. Ducasse tornou-se conhecido através de sua escrita e influências. Ducasse é também o chef apenas para manter 19 estrelas Michelin ao longo de sua carreira (Masterchef 2010)

Alain Ducasse tem 53 anos, nasceu na França e hoje é cidadão de Mônaco. Trabalhou para os chefs Michel Guerard, Roger Vergé e Alain Chapel.

Rompeu com as técnicas que fazem os ingredientes parecerem melhores e mais bonitos do que são. Ao pensar em um menu, estabelece cada procedimento para o preparo.

É o único chef no mundo a possuir 6 estrelas no badalado Guia Michelin.


Fontes: Flavia Pinho (Aventuras na História, Ed. 71 / Junho de 2009
Carlos Dória (blog e-bocalivre)
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

A História e descoberta do tomate

Não há quem não pense que o tomate é um alimento originalmente mediterrâneo. Talvez porque seja muito difícil imaginar a culinária italiana sem seu ingrediente principal. No entanto, os tomates apareceram, pela primeira vez, no oeste da América do Sul. Uma área onde ficam hoje o Equador, o Peru e a Bolívia. E só com as grandes navegações e a descoberta do Novo Mundo, no início do século XVI, o tomate conseguiu migrar para a Europa. Foi Cristóvão Colombo o autor desta façanha. Ele levou as novas sementes para a Espanha como lembrança de sua segunda viagem às Américas. Mas, ao contrário do que acontece hoje, o tomate não conseguiu conquistar nenhuma popularidade na época. Desconfiados, os europeus cultivavam no apenas como planta ornamental, porque tinham medo de que o fruto fosse afrodisíaco ou, quem sabe, até venenoso. Ainda bem que o tempo passou e essa realidade acabou mudando. Por volta de 1522, quando o Reino de Nápoles estava sob domínio espanhol, o intercâmbio de culturas fez com que as comidas do Novo Mundo fossem introduzidas na Itália. Daí por diante, o sucesso do tomate só aumentou, passando a ser consumido de diversas maneiras, de acordo com a criatividade de cada chef de cozinha.

Se antes era difícil alguém se atrever a experimentar o exótico fruto vermelho, agora não há quem consiga dizer não a uma deliciosa macarronada com molho ao sugo ou a uma apetitosa

pizza de mussarela com tomates. Etti Por muito tempo, os pratos italianos no exterior foram sinônimos de um uso tão exagerado de tomate que, para todos os que começavam a descobrir o refinamento e a infinita variedade das cozinhas regionais italianas, a cor vermelha e qualquer sabor de tomate num molho representavam um estilo grosseiro e depreciado de cozinhar.

Chegou o momento de reavaliar esse ponto de vista equivocado. Não há nada de grosseiro com o molho de tomate. Muito pelo contrário, nenhum outro molho é capaz de expressar a excelência da culinária italiana, desde que preparado com mestria. Nenhum sabor expressa mais claramente a genialidade dos cozinheiros italianos do que o frescor, a empatia e a riqueza de deliciosos tomates em total harmonia com a massa em cujo molho foi usado.

Os molhos apresentados a seguir são aqueles em que o tomate tem um papel de destaque. Serão seguidos por uma vasta seleção de receitas cujo foco vai do tomate para outros legumes, para queijos, peixes e carnes, ilustrando a infinita escolha de ingredientes nos quais um molho para massa pode estar baseado.

O método básico de cozimento Os molhos para massas podem levar quatro minutos ou quatro horas para cozinhar, mas sempre cozinham pôr evaporação, que concentra e define claramente os sabores. Nunca cozinhe um molho com a panela tampada, ou terá um sabor insípido, fumarento e mal definido. Provar o molho e corrigir o sal Um molho deve ser suficientemente salgado para temperar bem a massa. A insipidez não é uma virtude, nem a falta de sabor uma glória. Sempre prove o molho antes de temperar sua massa. Se achar meio insosso, é porque falta sal. Lembre-se de que um molho deve ter sabor suficiente para temperar meio quilo ou mais de massa cozida praticamente sem sal. Quando o tomate é o ingrediente principal Se estiverem disponíveis no mercado use tomates frescos, natural e completamente maduros, de preferência os de tipo italiano (compridos).

Outros tipos podem ser usados, desde que igualmente maduros e de sabor marcante, não aguados. Se você não encontrar tomates frescos de ótima qualidade, a melhor alternativa é usar os importados da Itália, enlatados. Se não achar especificamente estes, experimente outros tipos até encontrar aquele que lhe pareça ter melhor sabor e consistência.

Fonte: Luciana

A Cozinha

Cozinha é uma divisão da casa especificamente usada para preparo da comida.

Apesar da principal função de uma cozinha ser wikt: cozinhar, ela pode também ser o centro de outras atividades, especialmente nos lares dependendo de seu tamanho, mobília, e eletrodomésticos. Se uma máquina de lavar roupa está presente, lavar roupa e secar também é feito na cozinha. A cozinha pode ser também o lugar onde a família come, tendo espaço para isso. Em alguns casos, embora que raramente, pode ser lugar mais confortável da casa, onde a família e visitantes tendem a congregar.

A evolução da cozinha

O desenvolvimento da cozinha está intrinsicadamente ligado com o desenvolvimento da capacidade de cozinhar do fogão. Até o século XVIII, a fogueira era a única maneira de esquentar a comida, e a arquitetura da cozinha reflete isso. Quando avanços técnicos trouxeram novas formas de aquecer a comida nos séculos XVIII e XIX, os arquitetos tiraram vantagem da recém-adquirida flexibilidade para trazer mudanças fundamentais para a cozinha. A água na torneira foi somente se tornando gradualmente disponível durante a industrialização; antes, a água tinha que ser adquirida do poço mais próximo e esquentada na cozinha.

Primórdios

As casas na Grécia Antiga eram normalmente as de tipo átrio: os quartos eram arranjados ao redor de um pátio. Em muitas casas assim, um pátio coberto se não aberto serviam como a cozinha. As casas dos ricos tinham a cozinha como um quarto separado, sempre próximo ao banheiro (para que ambos os cômodos pudessem ser aquecidos pelo fogo da cozinha, ambos os cômodos serem acessíveis do pátio. Em tais casas, era comum ter um cômodo de estocagem pequeno separado na parte de trás da cozinha usado para armazenar comida e utensílios de cozinha.

No Império Romano, pessoas comuns nas cidade não possuíam cozinhas próprias; eles cozinhavam seus alimentos em amplas cozinhas públicas. Alguns possuíam pequenos fogões móveis de bronze, onde o fogo podia ser aceso para cozinhar. Romanos ricos tinham cozinhas relativamente bem equipadas. Numa típica villa Romana, a cozinha era integrada no prédio principal como um quarto separado, destacado por razões práticas (fumaça) e razões sociológicas (operada por escravos). O fogo era tipicamente aceso sobre o piso, colocado próximo às paredes (alguns tinham que se ajoelhar para cozinhar). Não havia chaminés.

Organização básica de uma cozinha

A equipe de um restaurante ou uma cozinha industrial é formada por uma brigada de profissionais em que cada um tem sua tarefa bem definida dentro de sua especialidade, todos comandados pelo Chef. Não é incomum referir-se a cada um deles pelo nome de sua profissão no idioma francês.

Chefe de Cozinha
  • Organizar a cozinha;
  • Estabelecer os menus;
  • Levantar o custo dos alimentos;
  • Elaborar as fichas técnicas;
  • Supervisionar a produção de alimentos.
Sub-chefe ou Sous-hef
  • Dar apoio ao chefe em todas as suas funções e o substitui em sua ausência;
  • Exercer a função de instrutor juntos aos auxiliares;
  • Supervisionar do desempenho dos “commis”. 
Commis
  • aprendiz ou ajudante de cozinha
  • trabalhar sob supervisão do Sous-Chef 
Aboyer
  • Receber as comandas;
  • Ordenar a marcha dos serviços;
  • Despachar o pedido, fazendo uma avaliação final. 
Saucier
  • Exercer os trabalhos mais delicados: molhos, carnes ensopadas, braseados e pequenas guarnições de acompanhamento. 
Garde-Manger
  • Manter em dia as provisões da despensa (seca e a temperatura controlada – câmaras frias);
  • Porcionar os pescados, carnes e aves;
  • Supervisionar, renovar e repor o estoque da cozinha diariamente; 
Entremetier
  • Preparar as sopas, pratos com ovos, legumes frescos e secos;
  • Preparar alguns “hors d´ouvre” quentes: Quiche, suflê, etc. 
Rotisseur
  • Assar todos os alimentos de forno, grellha, espeto e fritos;
  • Cortar as batatas. 
Patissier
  • Executar todas as sobremesas, sorvetes, “petit four” e crepes;
  • Elaborar todos os tipos de massa para doces: massa de bomba, folhado e outros. 
 Poissonier
  • Produz os pescados em geral (exceto os assados e fritos), bem como os molhos de pescados. 
Boucher
  • Cuidar do açougue, das carnes.
  • Limpar e posicionar carnes e aves. 
Tournant
  • Substituir cada chefe de praça quando da sua folga. 
Chef de Gard
  • Responsabilizar-se pela cozinha, quando o restaurante ainda não está aberto ao público. 
Gard-Manger
  • Preparar os pratos frios, saladas, antepastos
  • Produzir o buffet frio 
Chef-Steward
  • Manter limpo todo o ambiente, desde os materiais da cozinha até as pias, bancadas, equipamentos, câmaras frias;
  • Solicitar material extra necessário para festividades. 
Plongeur
  • Realizar a limpeza pesada. 
Origem: Wikipédia.